Aos 57 anos, Jorge Martínez acredita que o melhor personagem de sua vida ainda está por vir

aos 57 anos e dono de uma prolífica carreira na televisão, no cinema, no teatro e no rádio, O popular ator cubano Jorge Martínez considera que ainda não fez o melhor personagem de sua vida.

“Não tenho preferências, sempre espero que me surpreenda e acho que o melhor personagem da minha vida ainda está por vir, para não me acomodar e manter minhas expectativas altas. Jamais me aborreço da minha profissão”, disse em uma recente entrevista publicada no portal da televisão cubana.

Martínez lembrou seu início na profissão, em uma série dos anos 80 na qual interpretava um jovem brigadista que vai alfabetizar camponeses nas montanhas cubanas. Depois desse papel, chegaram muitos outros em espaços televisivos como aventuras, policiais e dramatizados, sem esquecer sua recente incursão na condução de soando em Cuba.

“é sempre um desafio dirigir porque você não pode se esconder em um personagem, você é você mesmo e sempre tento torná-lo o mais natural possível, acessível ao público e pensando que tipo de programa estou fazendo; acho que há uma grande diferença entre ser motorista, animador ou locutor que se parecem, mas não são a mesma coisa”, afirmou.

especial atenção dedicou a falar de seu personagem Diego, do filme Últimos dias em Havana: um doente de AIDS que morre no final da trama.

” foi um presente da vida trabalhar com Fernando Pérez, e fazer um personagem afastado do que tinha feito antes. O personagem se chamava Diego, em homenagem a esse Diego De Morango e chocolate; foi um desafio completamente diferente e estou muito satisfeito com o resultado. Além disso, com este filme percorri muitos países e fui convidado para vários festivais”, afirmou.

para fazer esse filme, o ator teve que perder 12 quilos em dois meses. Foi muito difícil, pois tinha removido um pulmão por um câncer, segundo confessou em 2018 no programa com dois que se queiram.

“fumava duas caixas por dia. Despertava-me a vontade de fumar. Eu não podia ficar uma ou duas horas sem fumar, e isso me causou problemas respiratórios. Quando eu estava filmando eu tinha que parar e tossir. Um ator me disse para ir ao Oncológico. Lá me detectaram um câncer no pulmão esquerdo, muito avançado já. Um cisto muito grande, de quase seis centímetros, e estava quase despejado”.

naquela entrevista com Amaury Pérez defendeu a importância de um cinema que reflita as coisas que acontecem na vida do cubano.

“a realidade do meu país é dura. É preciso fazê-lo, e é preciso abrir os olhos de muita gente que os tem fechados ou que olha para o outro lado. Eu acho que o cinema cubano serviu para isso, toda a vida, não de agora. Foi um chicote com chocalhos. E às vezes sem Chocalhos”, ressaltou.Facebook, Instagram ou Youtube:

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